Angelo Serravalle - Designer




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Postado por Angelo Serravalle às 19:55 Link para este post


Não sei quanto a você, mas em certos momentos eu me pegava questionando sobre o surgimento de alguns costumes e das tradições e por conta de minha natureza curiosa, não tive muito trabalho para ter uma noção básica dessas coisas. Não sou especialista e de forma alguma grande conhecedor das tradições que aprendi. Simplesmente busquei um sentido para o fato de uma sociedade inteira se mobilizar periodicamente para repetir festejos e comemorações, consumindo quantidades colossais de recursos, e nem sempre sabendo os motivos de fazê-lo.

É um exercício que recomendo. Quem buscar fundamento nas ações aparentemente sem sentido do cotidiano notará que algumas dessas coisas se tornarão muito mais intensas, enquanto outras poderão tornar-se tão fúteis que, sem perceber, serão deixadas de lado. E na era da internet, com o Google e a Wikipedia sempre aumentando a qualidade, está fácil encontrar informações – embora nem sempre sejam confiáveis.

Uma das tradições que sempre tive uma curiosidade especial é a dos festejos juninos. Já li bastante sobre o assunto, mas sempre é bom saber mais. Alguns fatos interessantes e curiosos são fundamentais para se entender os motivos de fazer tanta festa no dia 24/06, em vez de uma simples missa, por exemplo. Conhecer os rituais de fertilidade ligados ao solstício de verão (hemisfério norte) ou inverno (hemisfério sul), que tem tudo a ver com a abundância de comidas típicas desses festejos. A fogueira de São João, que até pouco tempo eu não entendia porquê era usada, segundo a lenda cristã, foi acesa para anunciar o nascimento de São João Batista.

"Corre, avisa lá que Joãozinho nasceu."

Outra coincidência – ou não – interessantíssima é a relação entre Juno, os santos homenageados e o casamento da roça. Pois bem, as belíssimas quadrilhas que animam os arraiais não são somente uma adaptação da dança francesa que se transformou aos moldes tupiniquins. O casamento da roça, dançado em quadrilhas ou encenado em comédias por gente de toda idade, retrata uma interpretação popular dos poderes dos santos ligados ao matrimônio. E Juno? É a deusa romana dos céus, ligada a fertilidade e ao casamento e homenageada com o nome do sexto mês do ano (Junho).

Na última sexta-feira, dia 10 de junho, fui convidado para a abertura da exposição Tradições Juninas um misto de fé, que até o dia 10 de julho estará em cartaz no Museu do Palácio da Aclamação e foi organizada pela DIMUS-IPAC. Lá pude conhecer mais sobre esse tema do que daria para escrever aqui.

A exposição foi montada tendo como base a tríade dos santos juninos (St. Antônio, São João e São Pedro) e toda a atmosfera que envolve esse período, contando com empréstimos dos acervos do MAB, Museu Wanderley Pinho, Museu Tempostal, Museu Carlos Costa Pinto, Museu Abelardo Rodrigues e Instituto Feminino Henriqueta Catharino.

Altar para a tríade junina no Palácio da Aclamação

A cereja do bolo, para nós forrozeiros está na programação musical. Além da exposição, entre as quintas e terças-feiras, 10 a 21 de junho, artistas como Gerri Cunha (do Bando Velho Chico), Márcia Vaquer, Paulo Raio, etc. tocarão em um coreto no jardim do palácio. E não termina por aí, a feira de artesanato do Instituto Mauá estará funcionando, também nos jardins, às sextas-feiras, sábados e domingos no mesmo período da exposição, com exceção do final de semana do São João. Ótima oportunidade de aquecimento que pode ser conferida na nossa agenda com o título "Tradições Juninas".

Quem quiser, também pode buscar informações sobre as Oficinas Interativas que ocorrerão nos dias 14, 16, 28 e 30 de junho e 5 e 7 de julho através do telefone 71 3117-6150.

A ENTRADA É FRANCA PARA A EXPOSIÇÃO E AS APRESENTAÇÕES DE FORRÓ.

Até a próxima.

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Postado por Tiago Cardoso às 23:13 Link para este post


É isso aí forrozeiros! O grupo Forropolitano fez aniversário e toda comunidade forrozeira ganhou e fez a festa. A comemoração dos 2 anos do grupo capitaneado por Daniel Vilela foi no dia 22/05/2011, na casa de eventos Sunshine. O evento teve como participação Jó Miranda, Edinho de Lima, Sauleira (Forró no Kilo) e os DJs Panz (Gabriel Tarantino) e Cody (Felipe Garcia). A festa foi a estréia do Quarteto Raízes do Sertão (DF) em Salvador.

Quarteto Raízes do Sertão

Com 5 anos de estrada, o Quarteto Raízes do Sertão passou por algumas transformações, sendo sua formação atual (3 meses): Nando Nogueira (sanfona), Luciano Magno (zabumba), Carlinhos Leite (bandolim) e Rogerinho (triângulo e voz). Desde sua criação em 2006, o quarteto consolidou seu trabalho, tendo ganhado os títulos de vice-campeão em Itaúnas (2009) e campeão em Ilha Grade (2009).

Bem diferente do triângulo, zabumba, viola e baixo da primeira formação, o grupo decidiu que se era para ser forró, que fosse em sua forma mais tradicional, mais raiz, como sugere o nome do quarteto. Perguntado sobre as referências musicais do grupo, a resposta saiu quase que no automático, Mestre Zinho. Segundo Rogerinho, na época em que ele se tornou forrozeiro Zinho "era na época o ápice do forró no Sudeste" e serviu de modelo para o trabalho do Raizes – visível, sobretudo, em seu repertório. Mas o grupo não deixou de citar nomes como Luiz Gonzaga, Os 3 do Nordeste, Jacinto Silva, Marinês e Antonio Barros. Sobre o cenário do forró pé-de-serra e a relação com os músicos, Nando ressaltou a interação e convivência proporcionada pelo forró.

De acordo com o sanfoneiro – que já morou em Salvador – "no forró, a gente se abraça", e, se referindo a trios como Alvorada, Meketrefe e Dona Zefa disse ser "um circulo de amizade muito grande". Se atendo a cena baiana, o zabumbeiro Luciano Magno deu o seguinte depoimento:

"A gente sabe que esse forró tem uma ascensão maior no Sudeste do país. [...] Infelizmente eu já fui ao Nordeste algumas vezes e sei que é um pouco discriminado, desvalorizado, esse forró, tradicional, de triângulo, zabumba e sanfona. O que a gente ouve é que a Bahia ainda é fraca, está crescendo, está começando".

Apesar desta visão sobre ó forró pé-de-serra no Nordeste, o músico, se referindo aos animados forrozeiros que prestigiaram a festa do Politano, disse se tratar de uma galera que realmente curte o FPS. O que não faria muita diferença já que, segundo Carlinhos Leite, "independente do publico, se as pessoas curtem ou não curtem o forró, a gente vai para cima, faz o forró com raça, com coração".

Galera que curte a vibração do forró

A vontade d'Os Caveiras (como é conhecido o quarteto) de fazer forró do bom será materializada na gravação, em agosto, do primeiro CD. A proposta do grupo é fazer um disco todo autoral, que será puxado pela música de trabalho "Pode Chamegar" – vencedora do Festival de Ilha Grande. Além disso, o CD terá a participação do tradicional Trio Nordestino e de outros grandes artistas do FPS (mantidos em segredo).

E Carlinhos não estava errado! O show do Raízes do Sertão é, de fato, vibrante. Foi possível confirmar a coerência da entrevista realizada momentos antes. A paixão por fazer forró, a reverência musical ao mestre Zinho e o apego à raiz deste gênero musical. Foi um show de tradição!

Se possivel, "COMENTEM O TEXTO!!!

Fotos: Equipe Zói de Zé/ Equipe Enraizando.

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Postado por Renata Matos às 11:38 Link para este post


Olá galera forrozeira! Na outra matéria falei um pouco sobre estilo e destaquei algumas flores que embelezaram o forró do Ô de Casa. A pedidos encarecidos, dessa vez falarei dos meninos (lá vem bomba!), pode ter certeza... MENINOS! ENCAREM COMO UM DESABAFO EM NOME DAS MENINAS!

Na festa de 2 anos do ForróPolitano tivemos que suar para procurar os homens bem vestidos na minha concepção. O que acontece com os nossos forrozeiros meninas? Vamos começar falando de alguns detalhes que fazem toda a diferença, meninos!

Pude observar (na verdade já observo a muito tempo) uma dificuldade por parte dos homens de se vestir adequadamente para um forró. E precisa se vestir adequadamente? Existe a maneira certa de se vestir no forró? Não, não existe. Cada um tem que vestir o que quer, o que lhes faz sentir a vontade. Mas até nisso pode-se estar coerente.

Muitos até acertam na composição das peças (calça ou bermuda com camisa) mas, vamos lá: um homem com camisa polo e bermuda (todo engomadinho) está certo quando mete nos pés uma havaianas de mil novecentos e lá vai bolinha, toda acabada e suja? Não está. É disso que falo. Não é no fato de usar sandália que o homem não está coerente, mas o resto da roupa não condiz. Ou usa uma roupa despojada com a sandália ou usa um tênis com um look mais arrumado. Quando não é isso, o homem está todo certinho e quando você olha para o pé uma meia cinza no meio da canela.... (risos)

Alguns não avaliam a diferença de uma blusa estampada com uma bermuda mais estampada ainda (um verdadeiro defeito visual), quero dizer, sem harmonia nas peças. Muitos podem dizer: "Eu sei dançar, não preciso estar bem arrumado, me preocupar com isso!". Ok! O fato é que um homem bem arrumado é muito mais percebido pelas mulheres. Estas que por sinal passam horas se arrumando, se maquiando, procurando a melhor forma de arrumar os cabelos e roupas que facilitem a VOCÊS HOMENS, na hora da dança. Essas que também se vestem para serem percebidas e também avaliam os meninos! Nada mais justo do que encontrarmos forrozeiros bem arrumados, PERFUMADOS e dispostos a dançar a noite toda! (risos).

Como observamos naquela noite, homem dançando com casaco de moletom (ÊCA! E estava mesmo, meninos!). Pensem um pouco em nós na hora de vestir uma roupa! (rsrsrs). Roupas que não transpiram não são adequadas! Vocês sentem e as meninas também!

Também não vou só falar mal. Alguns homens foram coerentes não só na forma de vestir, mas mostraram estilo também. Alguns com estilo roots, outros mais desencanados (peças com modelagem diferenciada), batas com jeans e rasteira que nunca sai de linha no meio forrozeiro e acessórios que deram um ‘tchan’ no visual. Como por exemplo:

 

Fred
Fredão

 

Joao Paulo
João Paulo

 

Paulo Dias
Paulo Dias

 

Enzzo França
Enzzo França

 

Enfim, espero que tenha passado a mensagem para meus amigos, conhecidos e desconhecidos forrozeiros que tanto dou valor. Esse é um desabafo, mas serve como uma dica meninos! As meninas andam reclamando muito da dificuldade que os homens têm em se arrumar. Qualquer coisa, estamos aqui.

Mais uma vez obrigada e até a próxima!!! Tô de olho! rsrsrsrs...

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